''Mulher é mesmo interessante . Mesmo brava é linda , mesmo alegre, chora, mesmo tímida, comemora, mesmo apaixonada , ignora, mesmo frágil é poderosa .'' - Mel Pottker
Quero me encantar mais vezes. Admirar mais vezes. Compartilhar mais amor. Dançar com a vida com mais leveza, sem medo de pisarmos nos pés uma da outra. Quero fazer o meu coração arrepiar mais frequentemente de ternura diante de cada beleza revista ou inaugurada. Quero sair por aí de mãos dadas com a criança que me habita, sem tanta pressa. Brincar com ela mais amiúde. Fazer arte. Aprender com Deus a desenhar coisas bonitas no mundo. Colorir a minha vida com os tons mais contentes da minha caixa de lápis de cor. Devolver um brilho maior aos olhos, aos dias, aos sonhos, mesmo àqueles muito antigos, que, apesar do tempo, souberam conservar o seu viço. Quero sintonizar a minha frequência com a música da delicadeza. Do entusiasmo. Da fé. Da generosidade. Das trocas afetivas. Das alegrias que começam a florir dentro da gente.
Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Diga o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego. Era ele estar por longe, e eu só nele pensava. E eu mesmo não entendia então o que aquilo era? Sei que sim. Mas não. E eu mesmo entender não queria. Acho que aquela meiguice, desigual que ele sabia esconder o mais de sempre.
Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor.
Se o mundo lá fora dá medo, é porque ainda não viram o mundo aqui dentro. Dá arrepios, assusta, apavora. E sabe o que é pior? Não tem pra onde correr e nem se esconder.
Não quero me completar, pois sou um ser completo. Tenho dois olhos, dois ouvidos, dois braços, duas pernas, um coração, e não tenho apenas um para achar o outro e tornar-se completo, tenho um porque esse já é totalmente auto suficiente e não precisa de ninguém mais e nem de outro para ajudá-lo. Ele consegue, sempre, sozinho. Mas é que as vezes, eu, mesmo tendo duas mãos, gosto de achar mais um par para fazer-me companhia. Mesmo tendo dois ouvidos, gosto de sussurrar no ouvido dele. Mesmo tendo já duas pernas, gosto de enroscar em outras duas. Mesmo tendo já dois olhos, gosto de procurar outro par para me ver dentro. E mesmo tendo um coração, totalmente independente, gosto de deixar ele descançando nos ombros largos de alguém.